sexta-feira, 28 de junho de 2013
A sensação que me dá, na maioria das vezes, é que durante um tempo, um longo tempo na verdade, permaneci em profundo estado de sonolência. E enquanto dormia, tinha pesadelos incríveis com meus medos, fantasmas, cenas de horror, que sempre eram protagonizadas por mim e o mais terrível, também causadas por mim!
Ainda me sinto meio dormindo, num estado letárgico, mas dessa vez, é como se eu torcesse muito pra acordar, como se eu tivesse certeza de que aquilo tudo é apenas um sonho e a qualquer momento eu vou abrir os olhos e voltar pra realidade, nunca desejei tanto permanecer acordada.
Hoje, estou tentando aos poucos voltar do sono e aos poucos, vou retomando a consciência. Não se imagina o quanto difícil é brigar consigo mesmo, o quanto vencer seu sono, seu pesadelo, seus fantasmas é trabalhoso e doloroso. Mas está “tudo caminhando num processo longo de ser gente”
domingo, 26 de maio de 2013
E por falar em mudanças...
Comece acordando mais cedo, dormindo melhor. Cuidando mais do que você fala, ouve, lê e vê. Invista seu tempo em coisas produtivas, afinal, nunca se sabe quanto tempo mais você tem.
Mude, mas respeite a si mesmo. Não se imponha muitos limites. Não se cobre tanto. Faça o suficiente pra se sentir produtivo, capaz e pra que a sensação de dever cumprido seja presente no fim do dia.
Mude, ouse vôos mais altos. Até tente o improvável a ousadia é a qualidade dos vencedores.
Mude o corte do cabelo, a cor das unhas, use o que te cai bem, mas não faça da moda a sua religião, ela te corrompe.
Mude velhos hábitos, antigos sentimentos infundados. Arranque da sua vida coisas e pessoas que te causam dor ou ao menos que não te causam nada. Permaneça com o quê/quem te faça se sentir vivo, bem, tranqüilo, aliviado e principalmente, amado.
Mude, mas se ame. Goste de passar mais tempo com você, se avaliando, se questionando, se melhorando, se amando. Se nem você está disposto a estar consigo mesmo, quem mais estará?
A vida é transitória e mudar faz parte do ciclo vital. Amar, sofrer, doer, cair, levantar são imperativos e nisso tudo o que faz a diferença é sua capacidade de seguir adiante e aprender com eles.
Mude, mas saiba que o que vai permanecer são os amores, as lembranças, os amigos, a família. O que fica é só o que deve ser eterno...
O mundo em numa caixa
E o mundo todo cabe numa caixa, pode ser de monitor de PC, da tela de um celular hitech, iPad, iPhone, tanto faz. Mundos que se encontram, que se repelem e que se confundem. Quem sabe dizer onde começa a pessoa ideal e termina a real?
No mundo real todo mundo é inocente, até que as conversas inbox provem o contrário. As pessoas felizes provam ao mundo o quanto são felizes nas suas noites de festa, recheadas de amigos e curtição. E as tristes, se revelam sempre nos seus posts melancólicos.
Os mais críticos dão risada das gafes, dos erros de português e dos discursos mal feitos.
Os solitários se sentem menos sós, nas madrugadas de sábado. Quando ficam online e encontram mais alguns viventes sem ter nada pra fazer.
Os empreendedores encontram sempre uma forma inteligente de fazer dinheiro em cima dos vícios e ninguém mais precisa ler jornais ou assistir TV pra ficar informado. Criou-se uma política de disseminação de notícias com a velocidade e praticidade da barra de rolagem. E as páginas do que quer seja, ganham mais e mais seguidores.
E os solteiros? Pesquisas revelam que 80% dos encontros as escuras deram certo depois do Facebook, as chances dos alvos não se gostarem são mínimas depois de um analisar o perfil do outro. Sem falar nas dores de cotovelos. Não tem jeito, a atualização de alguém sempre vai mostrar o que os olhos não querem ver. .
A verdade é que seja por diversão, necessidade, trabalho ou curiosidade, inegavelmente, estamos atrelados a tudo isso. Uns mais, outros menos. Nossa vida virou televisão. Para alguns a audiência é maior, pra outros menor. E nós, como espectadores, podemos escolher que canal assistir, que o diga a opção “ocultar no feed de notícias”. Estar fora da rede, é estar fora do mundo. E ultimamente, a nossa vida tem cabido numa caixa.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Me disseram que por ter nascido após 1980, faço parte de uma tal geração Y. Dizem que pessoas que fazem parte desse grupo são cada vez mais individualistas, que somos acostumados a conseguir o que queremos, não nos sujeitamos às tarefas subalternas de início de carreira, somos competitivos, lutamos por salários ambiciosos desde cedo e não sabemos lidar com frustrações.
Acho engraçadas essas generalizações. Eu e mais da metade das pessoas contemporâneas a mim, pelo menos as que conheço, estamos correndo atrás, buscando coisa, construindo outras e entendendo que a frustração faz parte do processo. Não tivemos pais que nos encheram de regalias e presentes, como “prêmio de consolação”, mas que nos deram o que podiam e mais que isso,nos deram o entendimento dos nossos limites.
Negar que esta geração existe, seria ignorância, mas me sentir parte dela é uma afronta ao que acredito.
Eu podia ter nascido na Inglaterra, ganhar o salário de um deputado e até ser rica e nem precisa trabalhar. Podia ter o corpo da Miss Brasil e o marido da Angelina Jolie. Podia conhecer todos os lugares do mundo e não precisar acordar cedo... eu podia ser tanta coisa. Mas sou assim, como sou... e é a falta do que ainda não consegui que me faz tentar e ter fé!
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