quinta-feira, 23 de maio de 2013
Me disseram que por ter nascido após 1980, faço parte de uma tal geração Y. Dizem que pessoas que fazem parte desse grupo são cada vez mais individualistas, que somos acostumados a conseguir o que queremos, não nos sujeitamos às tarefas subalternas de início de carreira, somos competitivos, lutamos por salários ambiciosos desde cedo e não sabemos lidar com frustrações.
Acho engraçadas essas generalizações. Eu e mais da metade das pessoas contemporâneas a mim, pelo menos as que conheço, estamos correndo atrás, buscando coisa, construindo outras e entendendo que a frustração faz parte do processo. Não tivemos pais que nos encheram de regalias e presentes, como “prêmio de consolação”, mas que nos deram o que podiam e mais que isso,nos deram o entendimento dos nossos limites.
Negar que esta geração existe, seria ignorância, mas me sentir parte dela é uma afronta ao que acredito.
Eu podia ter nascido na Inglaterra, ganhar o salário de um deputado e até ser rica e nem precisa trabalhar. Podia ter o corpo da Miss Brasil e o marido da Angelina Jolie. Podia conhecer todos os lugares do mundo e não precisar acordar cedo... eu podia ser tanta coisa. Mas sou assim, como sou... e é a falta do que ainda não consegui que me faz tentar e ter fé!
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Deus,
Permita que eu não perca o desejo de ver, mesmo quando o que meus olhos apresentam não seja o que eu quero enxergar.
Ainda que tudo pareça estar na contramão, que meus pés caminhem pelos caminhos certos.
Que a vontade de partir, dê lugar ao desejo de vencer.
Que minhas preces sejam atendidas, mesmo quando não consigo rezar direito.
E que a paz que eu tanto busco, me encontre quando eu estiver despercebida.
Que assim seja!
Nada mais justo que o esquecimento. O que seria de nós com todas as lembranças de nomes, lugares, situações, coisas, pessoas, fotos e fatos.
O único prejuízo do esquecimento é que às vezes ele nos torna ingratos. Esquecemos de amigos queridos, perdidos com o tempo. Esquecemos de pessoas que talvez nem sejam tão próximas, mas que foram importantes em alguns momentos. Esquecemos até de um parente distante, que sente nossa falta e a gente nem se lembra. Até lembramos de fazer algo importante, pra alguém importante, nem que seja uma ligação, mas depois a gente esquece e fica por isso mesmo. Vamos inventando desculpas pra nós mesmo e tentando nos justificar de esquecer as coisas, e usamos frases do tipo: “hoje o dia foi corrido, amanhã faço isso”. Esquecemos também de coisas bobas, como ser educado, dar bom dia, ser gentil.
Pelo caminho, vamos esquecendo também dos planos, dos projetos, dos sonhos... as lembranças das coisas que temos por fazer hoje, agora, nos faz esquecer de gastar tempo fazendo o que gostamos e no fim, a gente esquece até da gente.
Vamos nos esquecendo do que nos fez mal, mas também do que nos foi bom e é esse o maior perigo da memória curta.
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