domingo, 19 de maio de 2013

Se no fim a gente passa a lembrar do começo, que no meio do caminho façamos as coisas direito. Pra que ao menos as lembranças sejam boas.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Eu sinto saudade de pessoas que não encontro mais, de conversas que deixaram de existir. Sinto falta de lugares por onde passei, de roupas que vesti, de caminhos que fiz. A saudade, em certa medida, é uma forma de ter por perto aquilo que por força do destino, do azar ou da vida nos foi tirado. Algumas delas eternamente outras, temporariamente. Ainda há aquela saudade de coisas que nunca existiram, coisas que permaneceram só na cabeça e que pra nós foram as mais reais de todas. Pode haver saudade do que nunca foi realizado e essa até dói mais, porquê ficou eternizado pela pureza do que se idealizou.
O tempo nunca me trouxe muitas respostas, na verdade, ele me faz mudar as perguntas.
Vivemos em terras estrangeiras, mesmo sem nunca termos saído do lugar onde estamos. Valorizamos e achamos interessante tudo que venha de fora, desde um perfume vindo de um país distante ou uma comida com nome sofisticado. E vamos levando nosso olhar estrangeiro pra tudo na vida. Passamos mais tempo tentando conquistar coisas que deram certo pro outro, do que criando novas formas de realizar nossas próprias conquistas e nos frustramos. Nos frustramos quando vamos comparar nossa existência com o do outro e vamos nos condicionando a ser insatisfeitos e ao ser insatisfeitos, vamos esquecendo de olhar pra dentro e valorizar o que a gente tem e, talvez, o outro deseje.
Todo mundo tem: uma saudade, uma vergonha que não conta, uma frustração, uma alegria, uma pessoa que não esquece, outra que nem lembra. Todo mundo tem: um cheiro, uma música, uma dor. Todo mundo tem a melhor mãe do mundo. Todo mundo tem o pior dia da vida, pelo menos três vezes ao ano e o melhor dia, ah, esse multiplica a cada final de semana. E mesmo que sejamos tão parecidos, alguns de nós ouve pagode, outros rock. Algumas moças preferem as meninas mesmo. Outros rapazes, os meninos. Uns gostam de campo, outros de praia. Talvez você goste de arrocha, eu curto reggae. Uns são evagélicos, outros ateus... Mas a verdade é que somos todos iguais, nas diferenças! E “respeito” continua sendo a palavra mais bonita do dicionário.
Todo mundo, pelo menos uma vez na vida, tem que sofrer de amor, lavar as próprias roupas, fazer a própria comida, pagar as próprias contas, andar de ônibus cheio. Todo mundo tem que perder algo que goste muito, acordar cedo e trabalhar duro, tem que ralar o joelho no chão e até levar um choque na tomada. Todo mundo tem que conhecer alguém que realmente se arrependeu de conhecer, receber um não e até fazer algo de muito errado. Todo mundo tem que sofrer um pouquinho pra dar o devido valor ao que é bom. Infelizmente, têm coisas que só mesmo a dor pode ensinar e as vezes, só a dor, nos torna pessoas melhores.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Todas mulheres deviam se amar como são! Na verdade, devia ser assim com todo ser humano, mas as mulheres sabem do que estou falando. Ouvimos e lemos todos os dias e, acabamos por acreditar nisso, que devemos ser magras, andar com as roupas da protagonista da novela das 21h, ter uma vida profissional bem sucedida, disposição pra ir à academia (pra ficar panicat), ter um príncipe como namorado, não ficar irritada na TPM e ser linda, mesmo com uma vassoura na mão e três filhos pra cuidar. E as que não pensam assim, invariavelmente sofrem com todas as outras mulheres no mundo que dizem o tempo todo que precisam se cuidar mais. E por acreditar no que alguns dizem, gastamos horas no salão e rios de dinheiro com tratamentos estéticos, produtos pro cabelo, pele, nariz, olheiras, dedinhos do pé e até partes do corpo que você nem cogitaria. É, pra ficar bonita, viramos o diabo. Eu, como a maioria das pessoas, acredito que não há nada de errado em querer se cuidar, ficar bonita pra si e para os outros, porque no fundo, mulher só sente bonita mesmo quando desperta o desejo dos homens e a invejinha de outras mulheres. O erro mesmo está nas cobranças excessivas de nós com nós mesmas, nessa insegurança destrutiva que nos enche de dúvidas e de falta de fé em si. A gente precisa mesmo ficar se comparando o tempo todo? Existem centenas de mulheres maravilhosamente lindas espalhadas por ai, mas não precisamos parecer com elas pra sermos bonita também ou precisamos? Aceite sua cor, seu corpo, sua pele, seu cabelo e se for pra mudar alguma coisa, mude primeiro a forma como se vê! Complicado, sim. Necessário, também!